Região Metropolitana de Ribeirão Preto uma vitória de todos

Ribeirão Preto é uma cidade vocacionada para o desenvolvimento, nasceu para ser grande e acolhedora. Outra característica importante é a de ser polo regional. O município que mais cresceu entre os maiores do estado de São Paulo em 2015 não ocupa um território tão extenso, são 650,955 km², apenas 127,309 km² no perímetro urbano, mas consegue reunir todos os itens encontrados em grandes centros urbanos, sem perder a simpatia interiorana. Apesar dos problemas comuns à maioria das metrópoles ela atrai diariamente milhares de pessoas que buscam melhores oportunidades de trabalho, crescimento e qualidade de vida.
Os mais atentos certamente já observaram nas ruas, estacionamentos de centros de compras, universidades e hospitais, a quantidade de veículos com placas de outras cidades. Na estação rodoviária e nos pontos de transporte coletivo alternativo a quantidade dos que se deslocam para o trabalho, lazer, ensino e saúde é imensa. No ano passado 1.100.631 embarques e desembarques foram realizados no aeroporto. Registra-se que grande parte da economia produzida na região é comercializada naquela que carinhosamente é chamada de “Capital do Interior”.
Nos últimos tempos algumas lideranças políticas, sociais e econômicas iniciaram uma mobilização em torno de uma meta: a criação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto. Foi uma caminhada longa, árdua, de percalços, mas não foi solitária. A cada ano novas forças foram se unindo, esforços coletivos foram implementados e a partir de 2008 receberam um novo vigor com ações integradas e articuladas. O resultado apareceu na última quinta-feira, quando o secretário da casa civil do governo paulista anunciou o calendário de implantação, que se inicia no próximo dia 14 de março com a realização de uma audiência pública com representantes dos 34 municípios propostos pela Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano SA. São cerca de 1,64 milhão de habitantes que movimentam um PIB de R$ 48,3 bilhões.
Parte da população não conhece a relevância da conquista. Provavelmente muitos podem perguntar qual a vantagem de se criar uma região metropolitana e de um município participar da mesma. Penso que a primeira é a integração regional, depois o credenciamento para recebimento de recursos federais e estaduais destinados exclusivamente para regiões metropolitanas, outro a melhora na gestão do desenvolvimento urbano uma vez que os problemas comuns passaram a ser analisados e resolvidos de modo conjunto. No futuro breve, Planos de Ação deverão ser elaborados contemplando a conectividade territorial, competividade econômica, coesão territorial, urbanização inclusiva e governança metropolitana.
Na prática a região metropolitana de Ribeirão Preto já existe posto que em algumas frentes o município se articula com os demais, enquanto em outras assume apenas o ônus por ser o maior e possuir mais recursos, a saúde é o maior exemplo. Com a oficialização a ampliação no mercado de trabalho, a disponibilidade de serviços públicos e privados em maior quantidade e qualidade e a sensível melhoria na infraestrutura regional serão sentidos por todos.
Honrado em participar da Comissão Especial da Câmara Municipal que se debruçou em estudos, visitou todos as cidades organizando reuniões com vereadores, prefeitos e lideranças, realizando audiências públicas e gestões políticas que resultaram no anúncio do secretário de estado, transformo a alegria de ontem em confiança e serenidade por entender que alguns passos importantes ainda precisam ser dados.
A implementação da nossa Região Metropolitana significará um marco e exemplo político e econômico, evidenciando que as vaidades, jogos de interesse e necessidade de promoção pessoal devem dar espaço à construção coletiva, onde se alcança o melhor para todos os envolvidos.

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