É tempo de Educação e Cultura

Eu poderia falar das notícias tristes da semana, como a morte de minha prima Ida e do “Rei do Blues” B.B. King. Mas fatos positivos aconteceram que merecem ser compartilhados. Foi no lançamento da 15ª Edição da Feira do Livro, que assisti trecho de um vídeo do saudoso Antônio Abujamra declamando o texto de Mário de Andrade, “O valioso tempo dos maduros” de onde se extrai: “Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos”.
Após esse alerta, passei a pensar nas maravilhas da Feira, entre elas, o Projeto `Jovens Protagonistas` e da indispensável sintonia entre cultura e educação. Falando em educação, é com muita satisfação que tenho participado do coletivo que está elaborando a proposta inicial do Plano Municipal de Educação que em breve será submetido à consulta pública e após amplo debate e incorporação de novas idéias, será aprovado. Sem perder de vista os princípios cunhados no Plano Nacional e no Estadual, Ribeirão Preto faz um diagnóstico e aponta metas e estratégias importantes para a realidade local.
No Plano Nacional um ponto de destaque foi a meta de em dez anos destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor. Ainda, a alfabetização de todas as crianças até o fim do terceiro ano do ensino fundamental, a erradicação do analfabetismo de brasileiros com 15 anos ou mais, a inclusão de todas as crianças de quatro e cinco anos na pré-escola e o acesso à creche para pelo menos metade das crianças de até três anos.
Debatemos bastante o estímulo ao ensino profissionalizante de adolescentes e adultos, ausentes nos planos anteriores. Destacamos a necessidade de especial atenção com a inclusão das pessoas com deficiência e as políticas afirmativas de combate ao preconceito e a discriminação. Também apresentamos importantes propostas para as crianças em situação de risco social.
Sendo representante da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal e contando com o precioso assessoramento da Dra. Elaine Cantolini, tenho a grata satisfação de testemunhar o comprometimento dos representantes da Secretaria Municipal da Educação, Diretoria Regional de Ensino, Conselho Municipal de Educação, Sindicato dos Servidores Municipais, Centro do Professorado Municipal, Apeoesp, associações da classe docente, SENAI/RP, Defensoria Pública do Estado de São Paulo, OAB/RP, Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas, pessoas que acreditam na educação como ferramenta de transformação de nossa sociedade.
Convido toda a população local para acompanhar e participar da Feira do Livro que se avizinha e do aperfeiçoamento do texto base e dos fóruns de discussões do Plano Municipal de Educação. Nas cidades da região também o esforço deve ser no mesmo sentido. Se muitos questionam a educação que temos, é importante que todos se manifestem sobre a educação que desejamos.
Só para lembrar, o texto termina de forma brilhante “O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!” Creio que todos concordam que Educação e Cultura são essências!

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