Boas novas, até que enfim!

Mal espocou no ar o último dos fogos de artifícios do réveillon e nos deparamos com um ano de 2016 com velhos problemas. Os vinte dias de chuva aumentaram os reservatórios de água e também multiplicaram a quantidade de buracos e de mato. A gritaria foi geral e abafou as explicações técnicas sobre a impossibilidade de realizar os serviços necessários naquele período.
Para completar o quadro, o anúncio de uma nova epidemia de dengue, agora acompanhada do Chicungunha e do Zika Vírus. Unidades de Saúde lotadas, tanto no serviço público quanto na medicina suplementar dos convênios. Apenas na primeira quinzena de janeiro foram 927 casos confirmados de dengue.
Enquanto muitos utilizavam os espaços políticos e de mídia para debater de quem seria a culpa pela epidemia, outros partiram para atos concretos como vistoriar quintais, calhas e todos os espaços propícios para o surgimento de criadouros. O raciocínio é lógico, não adianta investir milhões na cura, se as ações preventivas não forem eficazes.
O primeiro registro positivo surgiu esta semana quando a Prefeitura Municipal anunciou a prorrogação do termo de contrato do Programa de Aceleração do Crescimento para melhorias na mobilidade urbana (PAC 2), garantindo que o município receba os recursos federais na ordem de R$ 310 milhões para a construção de pontes, túneis, corredores estruturais, ciclovias e outras obras de mobilidade urbana.
Emocionada a prefeita Dárcy Vera (PSD) anunciou que agora irá sair a duplicação da Avenida Antônia Mugnatto Marincek, no bairro Ribeirão Verde, que já era para estar praticamente pronta se não fossem os imbróglios promovidos por impugnações no Tribunal de Contas do Estado e manobras jurídicas.
Confesso que também fiquei emocionado por lembrar de meu querido Tio Pedro, uma das pessoas que mais gostava daquela região do Ribeirão Verde, Antonio Palocci, Diva Tarlá e imediações. Ele teve o prazer de ver a construção das casas, o desenvolvimento do comércio, a chegadas das escolas, outras benfeitorias e até o desenvolvimento do Assentamento da Fazenda da Barra, porém morreu sem usufruir da esperada duplicação da única via de acesso.
O que pode parecer simples para alguns, é inexplicável para outros. Como deixaram aquela região crescer tanto e não garantiram o mínimo que é o acesso? O que justifica a falta de planejamento e investimento? Como punir milhares de pessoas que ficam praticamente ilhadas a cada chuva, acidente de trânsito ou mera queda de árvore?
Os processos licitatórios para essa grande obra precisam estar fundamentados nos princípios da legalidade, impessoalidade, igualdade, moralidade, publicidade, vinculação ao instrumento convocatório e julgamento objetivo. Se surgirem irregularidades, os suspeitos devem ser investigados, julgados e punidos de modo exemplar, porém procrastinar ainda mais o início da obra será um atentado contra toda comunidade.
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento na fase de Mobilidade Urbana são fundamentais e vários municípios disputaram os recursos e tentaram levar as melhorias para suas respectivas populações. O empenho de várias profissionais, técnicos e autoridades políticas garantiu o recurso para Ribeirão Preto. As picuinhas, intrigas e chorumelas devem dar lugar para o espírito empreendedor capaz de fazer justiça social, garantindo o direito à qualidade de vida que os moradores daquele complexo de bairros esperam e merecem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *