Ame sua mãe hoje!

Circula pelas mídias sociais um texto cujo título e autor não foram identificados e que fala sobre o que sentimos e falamos sobre nossas mães nas diferentes fases da vida. Achei interessante e resolvi compartilhar com nossos leitores, acrescentando aos comentários pessoais.
Aos cinco anos carinhosamente falamos: “Mamãe, te amo!” Além de guardiã e provedora, a mãe é a nossa maior referência de amor e a manifestação é espontânea. A mudança da infância para a adolescência traz em seu bojo uma rebeldia injustificada, assim a frase que mais repetimos aos onze anos é: “Mãe, não enche”.
A arrogância e a prepotência são características próprias de quem chega aos dezesseis anos. Nesta fase a necessidade de discordar da autoridade materna é tanta que constantemente se reproduz a frase: “Minha mãe é tão irritante”. Na sequência chega a ilusão de achar que se é dono do próprio nariz. Então vem o pensamento que certamente norteou vários de nossos leitos que aos dezenove anos disseram: “Eu quero sair de casa”.
A chamada fase adulta é marcada por erros, sofrimentos e desilusões. Você começa perceber que o mundo real está distante daquele que você imaginava e pela primeira vez você se recorda dos ensinamentos e alertas maternos. Ao chegar aos vinte e cinco anos, resignado se diz: “Mãe, você tinha razão”. Ao enfrentar a sociedade, o trabalho, a competição desenfreada, percebemos o quanto éramos felizes no abrigo e conforto do lar. Vem a saudade do colinho materno e aos trinta anos se diz: “Eu quero voltar pra casa da minha mãe”.
O tempo é cruel e implacável, quando chegamos à maturidade, conseguimos ter a exata noção das oportunidades que perdemos de um passeio, um carinho, uma conversa mais demorada e compreendemos que nossa passagem por este planetinha é muito curta. Ao observar a chegada de doenças, o embranquecimento dos cabelos, a limitação física e psicológica, aos cinquenta anos temerosos rogamos à Deus: “Eu não quero perder a minha mãe”.
Então chega o momento que nós assumimos o posto de pais, mães e avós. É quando observamos em nossos filhos e netos, atitudes semelhantes a que adotávamos. É quando nos damos conta que a roda da vida girou e nós que estávamos em cima, agora estamos em baixo. É próximo aos setenta anos que só nos resta declarar: “Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo”.
A maternidade ao longo da história recebeu diferentes abordagens. Em determinado momento as mães eram meras reprodutoras, em outros a maternidade era considerada uma graça e que não reproduzia era considerada amaldiçoada. Na cultura cristã a maior valorização da maternidade vem com Jesus, o filho de Deus que faz questão de nascer de uma mulher. Na atualidade, registra-se alteração na relação entre mães e filhos. Aliás, a onda do momento é encontrar mães que parecem irmãs das filhas, não somente nas características físicas como na forma de vestir, falar ou se comportar.
Nesta data reservada para homenagens às mães, os centros de compras estarão lotados, os cemitérios também. Na outra ponta, em alguns asilos e casas de repousos inúmeras idosas irão se produzir e esperar em vão pela visita do filho ausente. Para aqueles que possuem a benção de possuir mães vivas, mais do que a preocupação com presentes, vale a pena um reencontro, um afago, um beijo, um abraço, um pedido de perdão ou um muito obrigado. Depende de cada situação, mas não podemos perder a oportunidade de verbalizar, demonstrar, exercitar o ato e o gesto de amar, quem geralmente mais nos amou. Não espere chegar ao final da vida para tentar comprar um tesouro que já não é mais palpável.
Um abraço carinhoso para todas as mães vivas e nossas respeitosas orações àquelas que já partiram

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