1º de Maio – Dia de Festa e Luta

Em todo o país, trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas para a celebração do Dia 1º de maio. Necessário consignar que a ideia original de celebrar o Dia Mundial do Trabalho, surgiu na Segunda Internacional Socialista em 20 de junho de 1889 em Paris, como forma de recordar a grande mobilização de Chicago em 1886 quando milhares de operários foram às ruas protestando por redução da jornada de trabalho que era de treze, para oito horas e melhorias nas condições degradantes de trabalho.
Aquele movimento que começou pacífico acirrou-se e ao final industriários e policiais acabaram feridos com mortes dos dois lados. Um verdadeiro massacre. A luta da classe trabalhadora seguia e em 1925 o Brasil oficializa a comemoração que já ocorria desde 1985.
Hoje as bandeiras de luta são semelhantes. A redução da jornada e a melhoria nas condições de trabalho estão sempre entre as principais, porém surgiram novos componentes. Acostumados a avançar nas conquistas, os trabalhadores brasileiros estão sendo obrigados a sair às ruas para lutar pela manutenção de direitos.
A aprovação pela Câmara dos Deputados, a toque de caixa do Projeto de Lei nº 4330/2004 a Lei da Terceirização e as Medidas Provisórias 664 e 665 são graves atentados aos direitos trabalhistas e previdenciários e necessitam ser duramente combatidas pelo movimento sindical e pelos trabalhadores em geral. Nesta batalha a participação da magistratura e do ministério público do trabalho merece destaque. Os operadores do direito alertam sobre os malefícios que podem ser gerados na relação de trabalho.
No dia dedicado à memória dos que morreram para garantir direitos aos semelhantes, muita música, prêmios, mas também conscientização. Esse foi o tom do 1º de maio de 2015. Nunca na história recente desse país foi tão necessário a articulação e a união da classe trabalhadora.
A função social do emprego deve ser considerada por todos os empregadores e, em especial pelos legisladores. A solidariedade entre as várias categorias profissionais também deve imperar, pois se hoje estão precarizando e cortando direitos de alguns, amanhã isso ocorrerá com todos.
O trabalhador e a trabalhadora merecem um dia de festa, de alegria, de descontração, mas esse dia também é um dia de luta. Não é possível aceitar passivamente o processo de alienação produtiva e coisificação impostos aos trabalhadores. A eterna dicotomia existente na relação Capital e Trabalho, base da moderna economia não pode servir para que um elemento suplante o outro. O homem não pode ser subjulgado e tratado como uma máquina, objeto ou coisa. Ainda há tempo para reverter o preocupante cenário existente, mas a conscientização e a mobilização dos trabalhadores se faz necessária e urgente.

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