16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência Contra a Mulher

Estamos vivenciando a campanha “16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência Contra a mulher” em Ribeirão Preto, que terá uma série de atividades.
A iniciativa está em sintonia com o calendário internacional, pois cerca de 160 países aderiram ao evento que foi criado em 1991. Vale lembrar que 25 de novembro é o Dia Internacional de Não Violência Contra a Mulher, 6 de dezembro é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres e 10 de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, foi incorporado à mobilização já que, segundo pesquisas, as mulheres negras são as maiores vítimas da chamada violência de gênero. Ser mulher e ser negra é lutar, diariamente, contra preconceitos e violência em dobro.
Apresentar dados estatísticos é importante para a visualização do quadro da violência de gênero. No país 13 mulheres são assassinadas todos os dias.
Para reverter essa situação vergonhosa, algumas políticas públicas já foram implementadas, como a Lei Maria da Penha. A violência de gênero está cravada nas mentes e nos corações de uma sociedade patriarcal e machista.
Durante os 16 dias, homens e mulheres estão sendo convidados a reservar 30 minutos, pelo menos, para refletir sobre a temática. Em breve exercício de memória encontraremos em nosso convívio social, na família ou no ambiente de trabalho, exemplos de mulheres que foram vítimas de algum tipo de violência.
A violência pode ser sexual, inclusive praticada pelo próprio cônjuge, psicológica e moral, patrimonial, doméstica ou intrafamiliar, conjugal e institucional. Agora, com as mídias sociais e internet, existe até a violência virtual, que também causa um sofrimento real.
A violência contra a mulher é histórica e encontra fundamentos na disseminação da teoria da superioridade masculina. Fatores econômicos e sociais ampliam a ideia de que a mulher deve ser submissa e de que o homem é seu proprietário.
Conceitos como o que “em briga de marido e mulher, ninguém bota a colher” colaboram no isolamento das vítimas.
Criar uma rede de proteção e amparo para as vítimas e um sistema de punição e recuperação do agressor é necessário e urgente. Para a tarefa de proporcionar um novo olhar sobre a relação homem e mulher é fundamental a parceria entre ambos.
Mais do que ostentar um laço branco pendurado na roupa, o convite é para compromisso e atitude.

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